domingo, 16 de setembro de 2012

ESPAÇO EXTERNO


"Homem tem medo de mulher independente! Pior ainda: Homem tem medo de mulher que BOMBA! Aí que o cara conhece uma gata, linda e com estilo nada convencional de se vestir, bebe tanto quanto ele. Se ele não quiser sair, ela sai só com as amigas, topa qualquer saída. Não tem tempo ruim, banca suas coisas. Se tiver meio sem grana, se diverte como dá. Se tiver bem de dinheiro, pode até pagar pras amigas. Conversa com todo mundo, conhece muita gente. Falando assim, parece bem divertido ficar com uma mulher dessa… E é! O PROBLEMA É QUE GRANDE PARTE DOS HOMENS NÃO SEGURA A ONDA DE UMA MULHER PAU-A-PAU COM ELES, aí eles namoram a Sandy. A Sandy é fácil de namorar! Ela sai, mas não dança até o chão, ela não bebe. Nada de decotes ou mini saias. Se o namorado não quiser, ela não sai. Ficam em casa, assistindo comédias românticas. Mas quer saber? Mulher que bomba dispensa homem sem coragem! Mulher de verdade assusta. Uma grande mulher não precisa de homem para se destacar, mas para ser um grande homem com certeza precisa-se de uma GRANDE MULHER"

(Tati Bernardi)

ACEEEITA, PAPAI!

sábado, 15 de setembro de 2012

Segue o teu caminho!


Eu não me surpreendo mais com as tuas palavras, tampouco com a ausência delas. Já me acostumei com os teus apelos, sem sentido e efeito, me pedindo para tentar mais uma vez. Em que parte do pedido consta o teu esforço? O nosso "nós" sempre foi mais meu do que seu. Eu sempre amei por nós dois, enquanto você se preocupava com detalhes mínimos. Eu quem engoli o orgulho e o medo de me entregar, para que você pudesse brincar de gostar de alguém. Eu levei a sério. Quis fazer parte do teu mundo e consertar a tua bagunça, deixando de lado a minha, como se eu não fosse mais importante do que você ou nós dois. Abri mão de uma gama de oportunidades para ser a sua namorada e você me parece ter brincado de boneca, enquanto o seu carrinho estava quebrado. Como nunca teve jeito e delicadeza, jogou fora, assim que achou conveniente. Me esforço para entender o que você lucrou disso tudo. Se era para brincar, que escolhesse outra. Você me conhecia e não tinha o direito de me fazer de tola. Você pode ter jogado fora as chances que eu te dei, não te construir uma história, mas de te fazer melhor do que eu te conheci. Se te encontro, na rua ou por acaso, vejo que você não mudou. Teu semblante ainda é daquele menino que não sabe cuidar do que tem e, por não saber cuidar bem nem de si mesmo, vai deixando as coisas no caminho. Não sei se é incapacidade de reparar as perdas ou medo de olhar para trás. Pensei que você ia balançar as minhas pernas, mas eu não vi homem para isso. Quando a paixão tira a viseira que nos cega, a realidade nos põe contra a parede. Ela me mostrou o óbvio: mesmo estando com você, você nunca conseguiu ser só meu. O Mundo pode te acolher, mesmo que em braços gelados, mas os meus você não tem mais.

(Marílya Caroline)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Se felicidade fosse um verbo


Tá mais fácil acreditar em horóscopo e intuição do que nas palavras de quem não aprendeu o que é ação. Nunca gostei do que é morno, assim como procurar metade em alguém que não é capaz de ser completo nunca foi meu hobby. Eu gosto de quem me oferece o exagero e a intensidade. Eu perco o interesse fácil por quem não me faz pulsar de emoção. Talvez isso responda aos insistentes questionamentos sobre a minha vida afetiva. Não existem espaços, mas sobram candidatos ao cargo que eu já tomei como minha responsabilidade. Se felicidade fosse um verbo, eu o conjugaria em primeira pessoa.

(Marílya Caroline)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

É só dizer que sim!


Quero você do meu lado, não ocupando espaço ou fazendo sombra, mas me tirando desse tédio e da descrença que me impede de ver o mundo mais colorido. Não sei porquê, mas você tem o dom de fazer colorir até os dias mais cinzas, em que eu não tenho nenhuma perspectiva de vida que não seja deixar rolar. Que role, mas que seja com você. Que você venha me roubando um beijo e me tirando a calma. Que você saiba silenciar, de vez em quando, só para que os batimentos do nosso coração sejam mais fortes que os barulhos do Mundo. Venha, meu amor, me fazer entender que ainda dá para ter fé na vida. Você sabe que eu até tenho, mas não sei bem como usar. Você também conhece o meu orgulho, mas por você eu me desarmo, sem medo de que você tome proveito da minha fragilidade e me torne mais sua do que eu já sou. Eu sempre fui tão fria ou, se não fui, tenho tentado ser. Eu sei do meu papel de indiferente e dos inúmeros trajes de desapegada que abarrotam o meu closet, mas eu me desfaço de todos eles se você tomar atitude. É tão fácil, meu bem. Você me diz que sim e eu te digo para sempre, mesmo que, nesse mundo de inúmeras incertezas e poucas convicções, eu ainda não tenha certeza do que isso significa...

(Marílya Caroline)

domingo, 9 de setembro de 2012

Estou melhor sem você


Penso que tudo poderia ser diferente. Eu poderia te olhar, todos os dias, como quem não queria ver outra pessoa no Mundo e você poderia atender as minhas ligações como se não pudesse ouvir outra melodia a não ser a minha voz, mas não foi. Não sei se você percebeu, mas eu não sei viver de quases. Se percebeu, deve ter sido por isso que você embora, antes que os nossos vínculos criassem raízes e tudo fugisse ao meu controle. Antes você ter ido embora, do que eu. Vivemos em Mundos diferentes. Você do não saber o que quer e eu por saber tanto que aceito você ir embora, sem mágoas ou nós na garganta. Tudo o que deveria ter sido dito, foi. Tudo o que vivemos foi bom e eu seria uma menina, iguais às que você coleciona, se não admitisse que valeu a pena. Valeu sim. Você mostrou que não era eu e eu, no fundo, sempre soube que ainda não era você. Te ver distante é perceber, com os olhos bem abertos, que você sempre esteve lá, ausente e indiferente. Como sentir falta do que não fez questão de que eu sentisse isso? Fomos breves em tudo. Você, por chegar rápido e ir embora mais ainda e eu por constatar de que nossa soma nunca resultaria em um par. Ou você não cabia na minha vida ou eu descobri que não deixei espaços para que você preenchesse com o pouco que tu tinhas a me dar. Não aceito esmolas de quem é mais pobre que eu. Não sou menos mulher por ter um homem menor ao meu lado e você sentiu isso. Você viu que a carga era explosiva e tratou de pular fora. Eu poderia chorar e derramar meu pranto pela tua partida, mas preferi me maquiar e ver você dar adeus a quem poderia te fazer feliz. Que bom que você me dispensou dessa responsabilidade. Entre nós dois, quem merece ser mais feliz sou eu. Amor sempre teve de sobra. O que você não soube aproveitar, eu canalizei pra mim.

(M.C.)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

So(fria)


Eu temia que isso acontecesse, mas já não era tempo de alimentar um medo. É tempo de reconhecer. Eu tinha medo de olhar para o Mundo e não enxergar, a curto prazo e pequenas distâncias, alguém que me roubasse todas essas certezas amargas, conquistadas através de boas doses de decepção. Eu tinha medo de não conseguir acreditar mais na palavra alheia, ainda que isso significasse correr riscos. Eu sinto falta da vontade de me aventurar. Não sei se o Mundo parou ou eu simplesmente estacionei nele, sem vontade de avançar o sinal. Houve um tempo em que me davam prazer até as multas. Eu temia não me alegrar com um rostinho bonito ou não esperar mais nada de ninguém. Eu tinha pavor de ficar sozinha, ainda que eu soubesse que não poderia estar com alguém melhor do que eu mesma. Eu tive medo de secar, em meio a tanta gente que se gaba por sonhar, sem temer cair. Eu tinha medo de que um homem qualquer não me arrancasse um sorriso bobo, nem que fosse de piada. Eu tinha medo de não ter fé nas pessoas e ainda mais de não poder acreditar que de mim pudesse sair algum sinal de fogo, indicando que a esperança não estava perdida. Nem fogo, nem fumaça. Ou as coisas se tornaram muito reais ou eu desaprendi a fantasiar. Tudo ficou tão confuso que eu já não sei se é preguiça de conhecer gente nova ou desânimo pelas antigas não terem me despertado entusiasmo. Eu vou vivendo, em banho maria. As coisas, que antes borbulhavam, parecem ter esfriado lentamente. Nesse mesmo compasso, esfriou o meu coração. Já não era medo. A indiferença virou constatação.

(Marílya Caroline)

ESPAÇO EXTERNO



"Eu vinha crente que não precisava mais disso. Disso: caneta, papel, calmante e pijama. Dancei muitas músicas e ri de mim mesma. Aquela que se repete. Eu. Eu mesma: corpo e cabeça cheia de cabelos. Meu cérebro está empapado, do tamanho de uma barata. Quando vou ao banheiro e olho-me no espelho. Quase acredito ser uma boa atriz. É tudo mentira! Um batom, um perfume e vestidos me levariam ao shopping. A um bar. A um beijo. O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente. O problema é que sou tola e carente, mas não me deixo enganar, se eu pudesse pedir um só pedido seria: pára! Pára esse carro em minha cabeça! Quero descer, estacionar, bater num poste. Não mais delirar, nem sentir no corpo esse seguir sem descanso, atrás de sutilezas que não podem ser descritas..."

(Fernanda Young)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vulneravelmente, te peço...


Talvez você não saiba quão difícil é pra mim reconhecer que eu preciso de um abraço teu, mas hoje eu queria que você viesse despido de todo esse orgulho e achismos bobos que nos impedem de sermos, um para o outro, o que nunca fomos para alguém. É incrível como a gente se encaixa, apesar de todos os abismos que nos cercam e nos mostram, a todo tempo, o perigo que nos ronda. Você também não sabe, mas eu morro de medo de cair. Não é medo de altura, mas talvez uma pavor de profundidade. Eu tenho medo de me aprofundar demais no que não me oferece certeza e, por essas e outras, já conheci muitos e nunca pude ser de ninguém. Silenciosamente, hoje eu queria que fosse você, mesmo que o relógio seja contra nós dois e a distância dos nossos corpos e mentes me exija cautela. A dama de ferro deixou de lado os escudos e resolveu se abrir para você, mas te peço: não conte a ninguém. Eu preciso honrar o que eu digo. Senão para os outros, que seja pra mim. Não permita que eu ouça o que estou dizendo. Eu tenho medo de perder a fé, de vez, nas pessoas, mas não da mesma forma que eu tenho de perder a crença em mim. Confesso que isso está cada vez mais acontecendo. Me toque. Me beije. Me envolva. Faça tudo da forma como nunca fizeram comigo. Apesar de odiar, hoje eu quero ser contrariada. Eu quero que você me prove que eu estive errada e que, por ironia do destino ou presente do acaso, algum mortal ainda pode me fazer balançar. Eu, que sempre me orgulhei de ser tão forte, te peço que abale, não só as minhas estruturas, mas essa camada oca que está tomando conta de tudo que é tão intenso e quase ninguém acredita. O Mundo por aí a fora tem me feito máquina. Hoje, eu queria que você me fizesse mais humana.

(M.C.)

sábado, 1 de setembro de 2012


Não admito que a sociedade que clama por direitos iguais ainda julgue pela aparência. Teoricamente, todas as barreiras foram derrubadas. Não existem mais proibições e isso está nítido, para quem quiser ver. O que eu não entendo é que ainda julgamos as pessoas pelo que elas fazem. O problema de ter que dar satisfação ao Mundo nasce do fato de você não saber quem você é. Consciente da sua essência, você descartará a visão externa. Quem precisa de aprovação? A época em que as mulheres eram submissas e passivas já abriu espaço para que nós pensemos e não nos conformemos com os rótulos e com o que pode ou não ser feito. Mulheres que calam nunca superarão as que lutam. Valores, moral e caráter não são a roupa que você veste, o local que você frequenta e tampouco as pessoas com quem você anda. O que faz de você uma pessoa de valor ou não é quem você é, distante de tudo isso. O problema é que tem muita gente para falar e pouquíssimas aptas a fazer. Eu quero o contrário. Eu quero quem me prove em que momento da vida o que especularam a meu respeito me roubou uma noite de sono, muito menos a certeza de que quem eu sou é e sempre será maior do que os outros acham que eu seja. Quando a estrutura é firme e a base é sólida, não é qualquer vento que derruba. Eu só balanço para você ter a sensação que me venceu e, mais um vez, mostrar que quem sabe de mim sou eu. 

(Marílya Caroline)

Sempre fui a favor da delicadeza, do respeito e da educação. Acredito que quando alguém tenta de alguma forma nos atingir, a resposta esperada é uma reação do mesmo nível. Não costumo "descer do salto" por qualquer coisa. Há certos valores que são intrínsecos e que, por mais que ousem rompê-los, permanecem me guiando. Penso que não combino no papel de barraqueira, tampouco de protagonista de vexames. Quem perderia mais do que eu? Quem me fere com um punhal, eu retribuo com um sorriso. Afinal, a gente só dá aquilo que tem.

(M.C.)