sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Purifique-se!


Quando não nos cabe modificar o meio externo, começamos a mudança pelo que é acessível. Faxinando de dentro para fora, as pessoas perceberão o quão importante é eliminar resíduos e, certamente, o farão também. Se o distanciamento ousar se instalar, nesse meio tempo, não reclame! O novo só se firma quando nós permitimos que o velho vá embora. Liberte-se da poluição que é ter pessoas e sentimentos que não purificam a tua vida e comprometem a tua saúde. Há certas coisas, na vida, que a gente precisa mesmo jogar fora.

(M.C.)

Quem dera que o amor fosse uma questão de escolha, tal como tomar banho de piscina: a gente escolhe se vai só colocar a pontinha do pé, para sentir a temperatura da água, ou se vai mergulhar de cabeça. 

(M.C.)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Recado da Blogueira

Amorecos,

Venho aqui me abrir com vocês, mais uma vez. Sempre digo que o reconhecimento e o carinho de vocês, queridas leitoras, com o blog é o que me faz ter prazer de continuar escrevendo. Para quem não sabe, o blog é um espaço que eu uso para desabafar e postar meus pensamentos e afins. Tenho recebido o carinho até de alguns meninos, que dizem adorar o que eu escrevo. Não é todo homem que gosta, não é?! Que bom que estou agradando e que os homens estão reconhecendo. No mais, venho pedir encarecidamente que vocês tenham respeito. Já comentei por aqui que tenho uma verdadeira relação de CIÚME com o que eu escrevo e acho EXTREMAMENTE CHATO E DESRESPEITOSO quando alguém divulga meus textos e não coloca a autoria. Para alguns, pode até ser besteira, mas é o mesmo sentimento de um artista que vê sua obra pirateada ou de um estilista que tem seus modelos copiados. Estou certa da compreensão de vocês, tendo em vista que o desbloqueio do blog foi justamente para que houvesse uma maior interação com quem se identifica com o que eu escrevo, mas eu peço que respeitem os limites.

Quero aproveitar e agradecer às minhas queridas leitoras, que tem me ajudado a divulgar os textos. Não dá para citar o nome de todas, mas eu sei que muita gente acompanha: Heloisa Bezerra, Jéssica Silveira, Gabi Gouveia, Alzira Amorim, Taisa Cabral, Camila Carneiro e outras. 

A todas vocês, o meu MUITO OBRIGADO!

terça-feira, 28 de agosto de 2012


Deu vontade de sair, pelo mundo, carregando só uma mochila. Aliás, mochila ainda é muito. Tudo o que é vital, para mim, eu já tratei de guardar na memória e no coração.

(M.C.)

Espaço Brasil: Abra a sua mente!


Como se não bastasse o horário eleitoral e poluição visual que invade as ruas, ainda temos que lidar com a insistência de quem não sabe falar outra coisa a não ser política. Não me importo que quem tenha conhecimento e experiência se habilite a falar do assunto, mas o que me revolta é que quem não sabe nem governar a si mesmo insista em divulgar propaganda de "A" ou "B". Meus caros, se vocês fizessem isso em nome do bem coletivo, eu ficaria conformada. O que não dá mais é pra ver tanta hipocrisia às custas do povo. Eu nunca vi tanta bondade e humildade estampadas no sorriso forçado e nos abraços distribuídos aos pobres coitados que terão que esquecer todas as promessas feitas. No mundo em que não dá mais para colocar a mão no fogo por ninguém, ainda tem gente que atira o corpo todo. Antes ficasse só no fogo. Tem gente que bota a mão na urna com a mesma função: se queimar. Acredite mais em quem faz. Político só é habilidoso no que diz. Você quer um futuro melhor? Estude! Só o conhecimento te liberta da ignorância e te faz enxergar que quem só bate à tua porta e escuta os teus apelos a cada quatro anos não merece o teu respeito, muito menos o teu voto!

(M.C.)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um brinde


Um brinde ao que não nos afeta e a quem não nos machuca. Um brinde aos amores que fazem florir e não precisam, necessariamente, ficar. Um brinde à nossa vontade de tudo. Um brinde ao que nos tira o fôlego. Um brinde ao que não cobra e não impede. Um brinde ao que fica só o tempo que precisa ficar. Um brinde à nova fase. Um brinde aos sorrisos sem motivo e aos motivos do sorriso. Um brinde a quem sabe o que tem que fazer e ao fato de ter dispensado quem não soube aprender. Um brinde a quem nos quer bem e dois para quem não quer. Um brinde ao amor que cresce de dentro pra fora e não precisa ter nome, endereço e perfume alheio. Um brinde aos amigos e aventuras. Um brinde ao desejo de aproveitar tudo e não deixar nada passar. Um brinde ao desapego. Um brinde a quem sabe fazer valer a pena. Um brinde ao novo dia e à nova chance. Um brinde à auto-suficiência. Um brinde a quem está conosco e uma dúzia para quem não soube ficar. Um brinde a nós, que sabemos quem somos. E milhares para quem não soube, mas ainda saberá!

(M.C.)

[Dedicatória especial às minhas amigas/parceiras/irmãs Heloisa e Jéssica]

Só você não vê!


Se eu fosse você, me olharia com outros olhos. Não que eu não ache os seus lindos, mas é o jeito. Você parece me enxergar como quem não quer nada. E eu? Eu sempre quis tudo. Sempre quis que você enxergasse mais do que vê. Sempre quis que você me sacudisse e dissesse o porquê de não estarmos juntos, se nos gostamos, nos conhecemos e nos desejamos. Você sabe, só finge não ver. Finge não ver que nós somos melhores quando estamos juntos e todo mundo já percebeu. Não entendo a tua esquiva e esse medo de ser de alguém. Se é medo de errar e sofrer, eu também tenho. O que eu não admito é você ter medo de tentar.

(M.C.)

sábado, 25 de agosto de 2012

E por falar em saudade...


A minha saudade nunca aprendeu a pedir permissão. É por isso que ela ainda vem, senta do meu lado e fica a noite toda comigo, especialmente aquelas em que eu lembro de você com tanta força que acabo adormecendo. Porque você permitiu que isso acontecesse conosco, hein?! Éramos invencíveis juntos. Você dominava a minha insegurança e eu te dava a estabilidade de ser para mim o que você nunca pôde ser para as outras. Nenhuma quis e foi como eu fui para você, até nas falhas. Mesmo com tudo isso, a saudade ainda bate. Bate e eu me permito apanhar, por saber que ainda há muito de você em mim. Por saber que sou fraca pelo simples fato de admitir que sou tua, mesmo que você nunca tenha se empenhado em ser meu. 

(M.C.)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Prove-me o contrário, se for capaz!


Eu não estou te cobrando muito, a não ser que você ache que ser homem é bagagem demais para um amador. A verdade é que tá faltando homem que honre as calças, como reza o velho ditado, mas falta muito mais quem honre o que diz e cumpre o que fala. Muito fácil ser estiloso, perfumado e bom com as palavras.  O que falta é um que seja bom com o que sente e hábil em ser mais maduro do que os inúmeros moleques que tem por aí. Tá faltando quem me faça desistir da ideia de que todos são iguais. É um clichê antigo, repetido e questionado. Tem quem critique, mas não tem quem me prove o contrário. Tá faltando homem que não tenha medo de sentir e se envergonhe de mentir. Tá faltando quem fique, não por ser conveniente ficar, mas por desejo e merecimento de permanecer. Tá faltando quem me tire o fôlego e me faça perder a razão, sem ter medo de me arrepender. Tá faltando até quem me inspire a sair da zona de conforto e ir de encontro ao desconhecido. Tá faltando quem saiba falar mais do que o texto masculino piegas e decorativo. Tá faltando quem saiba ser macho, bem mais do que ser menino. Tá faltando homem para despertar a minha vontade de pertencer a alguém. Falta o tipo que não se encontra em qualquer esquina. Tá faltando homem que saiba falar o que eu não estou acostumada a ouvir. Tá faltando até aqueles que me façam sentir algo mais do que tédio e sono. Tá faltando homem capaz de tirar uma mulher da mesmice. Esse recado é para você, colecionador. Não queira que muitas mulheres digam que vocês as teve. Queira que elas digam, de boca cheia, que estiveram satisfeitas enquanto estiveram com você. Na verdade, tá faltando homem que saiba fazer isso. Fazer, tem quem faça. O que falta, no mercado, é quem saiba fazer bem feito.

(M.C.)

OBS: Esse texto não tem ambiguidades, mas fica a critério de quem lê entender da forma como preferir...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Longe dos disfarces


Você poderia me abraçar e dizer que tudo ficará bem. Mesmo que não fique, neste momento, eu preciso que você me convença do contrário. Talvez você não saiba do quanto eu me fechei para o Mundo e que eu conto nos dedos as pessoas que podem me ver sem máscaras, mas você pode. Você pode ver quem eu sou de verdade e saber das minhas fraquezas, assim como entender as minhas carências. Me isolei por medo de sofrer mais e acabei tendo que lidar com a ideia de não sentir. Quem, nesse Mundo, sente mais do que eu? A única diferença é que eu tenho medo de expôr. Criei uma fortaleza à minha volta e me perdoe por todas as omissões. Me perdoe por precisar tanto de você e não saber usar as palavras a meu favor. Eu poderia dizer tudo o que meu coração abriga, mas eu sou boa com as palavras até o momento em que sei que elas ficaram ocultas. Estou te pedindo mais do que um abraço. Quando me recolho em teus braços, eu te peço abrigo, pois só você sabe quão menina é essa mulher. Só você reconhece que ainda tenho um coração pulsante e cativo das desordens do Mundo. Não sei se desaprendi a amar ou se é apenas medo. Medo ou covardia, talvez. Termos são desnecessários, mas eu queria que você soubesse de tudo isso sem me perguntar uma só palavra. Eu queria que, no fim da noite, alguém me surpreendesse e me mostrasse que, mesmo diante do não dito e não feito, eu ainda sou especial. Eu queria  que esse alguém me envolvesse, só para eu acreditar, um pouquinho que seja, que eu não me tornei tão indiferente quanto penso. É casca. Eu preciso que você venha e acolha o conteúdo.

(M.C.)