segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


2013, de você eu não espero muito, viu?! As expectativas são todas pra mim! Que eu saiba aproveitar mais, valorizar mais, viver mais. Que eu confie menos, que eu me decepcione menos e que deixe menos as coisas passarem sem tentar de novo. Que eu não me deixe levar por coisas e pessoas pequenas, que o tempo não trapaceie comigo e que eu corra atrás dos meus objetivos. Que eu valorize mais quem me valoriza, que eu não me deixe ser enganada, que eu não engane ninguém. Que eu abra os olhos pro que realmente vale a pena e feche pra o que não vale. Que eu ouça mais a Deus do que a minha vontade e que, se tudo correr direitinho, que os nossos desejos coincidam. Que eu possa me orgulhar no final das contas. Que eu obtenha mais êxito, que eu seja reconhecida e que também saiba reconhecer. Que eu possa ser melhor do que fui e que, se possível, também ajude alguém a ser. Afinal, o que tem que ser novo não é o ano... SOU EU!

(Marílya Caroline)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Amor band-aid


Eu poderia falar de todos os amores do Mundo, mas poucos são mais bonitos que os fraternos. Há quem chame de parceria, fraternidade e até mesmo de amizade, mas eu não conheço forma mais perfeita do que o tal do amor band-aid. Amigos são aqueles que estão com você sempre, mas, sobretudo, são aqueles que também se sentem felizes quando você está. Se fazer presente na dor é muito fácil e cômodo. Você pode oferecer o ombro e tirar vantagem disso, em alguma outra oportunidade. Na felicidade, a coisa aperta. Não é todo mundo que suporta o seu sorriso e sorri também! Não é qualquer pessoa que te aconselha pro bem e te encaminha pra rota certa. Não é toda e qualquer um, que você conhece na fila do banco ou do supermercado, que vai te ouvir falar daquele amor platônico 500 vezes por dia e ainda assim te dar atenção, a cada vez que você precisar de um conselho. Engana-se quem pensa que amizade se mede pelos anos de convivência. Você pode ter amigos de décadas que não se comparam aos que estão contigo hoje. Amizade é companheirismo, é dividir roupa é partilhar de tudo! Amigo é aquele que cai melhor do que band-aid, quando a ferida sangra. Amigo é aquela pessoa pra quem você entrega metade da felicidade, porque ela não cabe mais só em você. Amigos não precisam ser chamados assim e dispensam as declarações públicas. Quem é, sabe. Quem é, sente.

(Marílya Caroline)

[Sugestão de Jessyca Pontes, leitora fiel do bloguito. Espero que goste, linda!]

Pare e pense! Num Mundo de iguais, seja diferente!


Qualquer uma dessas mulheres "normais", no auge dos 20 anos, estaria preocupada em arranjar um bom marido, escolher o nome dos filhos e até mesmo sonhar com a festa de casamento. Sabe o que eu acho disso tudo? Perda de tempo! Existem outras coisas mais importantes do que relacionamento e planos futuros, assim como existem outros valores na mulher do que saber cozinhar, bordar e ser uma boa esposa e mãe pros filhos de alguém, até porque os homens não se preocupam mais em serem escolhidos pra isso. A grande verdade é que a mulher de hoje não quer  ser só boa "parideira" ou esposa modelo pra sociedade. A mulher do século XXI não precisa andar de mãos dadas com alguém pra ser respeitada. A mulher de hoje pensa, trabalha e tem outros planos além de constituir família. Existem outras obrigações além de ser a mocinha da novela das 6, para uma sociedade que não abre espaço pra isso. As coisas mudaram, mas a mentalidade de alguns continua presa no passado. Vejo homens saindo pra balada e fazendo coleção de mulheres e são esses mesmos caras que abrem a boca pra dizer que não há mulheres que prestem. Há homens que prestem, queridos? Não é feminismo, neste caso, mas apenas uma constatação. Se fosse, não haveria problema nenhum. Por muito tempo, fomos cativos do machismo e aceitávamos de cabeça baixa o que era dito, então abram alas pro feminismo. Melhor que uma mulher submissa e previsível é uma mulher que pensa. O grande problema é que poucos homens são "machos" o suficiente para aguentar estar ao lado de uma mulher que tem opinião própria, não se limita ao que os outros pensam e tem atitude. As mulheres contemporâneas não querem mais um marido, querem espaço! E isso vem sendo conquistado, por mais que muitos homens ainda se preocupem em acompanhar as tendências da moda, mas não estejam tão preocupados em renovar também a mentalidade. Crescemos, evoluímos e ganhamos espaço. Tenho um leque de assuntos para os mais diversas conversas em mesa de bar, ao lado dos seus amigos. Ao invés de falar de dotes culinários e manuais, se orgulhe da minha inteligência. Se orgulhe de ter uma mulher empreendedora e eficaz ao seu lado, ao invés de um exemplar de porcelana que ornamenta a tua empoeirada estante de mulheres comuns. No auge dos 20 anos, a minha preocupação não é arranjar um namorado, noivar, escolher igreja  mais tradicional e ter uma penca de filhos. Existe um "eu" antes de tudo isso e ele não precisa de plurais. Não preciso mais me encaixar num convencionalismo hipócrita de uma sociedade que ainda é cativa das correntes machistas que nos fizeram prisioneiras. Há quem ainda estranhe, aponte o dedo e torça o nariz, mas eu quebrei as minhas. Quer saber? Não estou nem aí para o que vão achar do que eu penso, digo e prego! Quando a gente tem certeza do que é, o que os outros imaginam que seja já não tem tanta importância. És sinônimo de força, ícone de garra e podes o que quiser. O Mundo é teu: teu nome é MULHER!

(Marílya Caroline)

** Atendendo a uma sugestão de uma queridíssima leitora e, como não poderia ser diferente, dedico esse texto à Camila Carneiro. Obrigada pela participação! **

Dê sua sugestão/opinião!

Seria ótimo se vocês sugerissem um tema pra eu escrever, pra fechar 2012 com chave de ouro. Que tal? Participem e opinem! Quem preferir, pode me procurar no facebook e deixar sua sugestão!

Beijo, amorecos!

Malandragem


Eu sei que você vai me ouvir dizer algumas besteiras e desviar o olhar do teu, que quase me fura a carne e atinge a alma. Ainda não aprendi a te encarar de frente e também não decidi se vou entender isso como medo ou um simples gesto de esquiva, que já cansei de repetir com quem tenta ir além do [meu] superficial. Você é aquele tipo de cara malandro que invade a vida da gente e arranja um espacinho pra ficar, naquele amontoado que a gente nem mesmo se encontra. Você tem aquele jeitinho doce de me trazer paz, quando insisto em fazer com que tudo seja tempestade. Você ensaia tudo direitinho e parece me conhecer, mesmo que eu tenha medo disso. Mesmo que eu queria repetir pra mim mesma que você é um desses tipinhos que a gente pode encontrar numa outra esquina qualquer, mas não. É você e vai continuar sendo, até eu descobrir porquê você me arrepia e me provoca esse sorriso bobo, que não quer mais sair do meu rosto. Até eu me dar por vencida e entender que você conseguiu o improvável. É, você me cativou.

(Marílya Caroline)

sábado, 29 de dezembro de 2012

2013


Por um mundo sem tanta falsidade, sem "eu te amo" soando como "bom dia", sem gente passando fome e outros desviando dinheiro. Por um mundo mais justo e limpo, sem crianças trabalhando e gente fingindo ser o que não é. Por menos enrolação e mais olho no olho, por verdades ao invés de tantas mentiras e pra brotar paz, de onde só tem saído violência. Por mais amigos e menos colegas, por amores que possam ir além das fotos "felizes" do facebook e por mãos dadas, ao invés de armadas. Por um mundo onde a gente possa ser feliz sem pagar caro, por pessoas em que a gente possa confiar e por mais corações capazes de amar. Para que 2013 seja mesmo um ano novo. Trocar o calendário, comprar roupas novas e abrir o champagne é fácil. Difícil mesmo é fazer com que, de fato, tudo recomece. Fazer com que tudo seja novo de novo!

(Marílya Caroline)

Máscaras


Que sejamos mais verdadeiros uns com os outros e passamos ver até que ponto o personagem que tentamos exibir faz parte da nossa realidade. Será que você é feliz sendo o que não é? O que acontece quando as cortinas fecham e a maquiagem borra? São essas e outras perguntas que eu gostaria de fazer a quem ainda insiste em ser de mentira, por não conhecer a verdade. Menos máscaras e mais cara limpa, por favor!

(Marílya Caroline)

Espaço Externo


"Homens, vocês não sabem o que têm nas mãos. Tocam os seios sem saber que no meio bate um coração, beijam as bocas sem ouvir o que elas têm a dizer e passam a mão pelos cabelos sem perceber que há uma mente inquieta. Não fiquem apenas assistindo. Coitados dos homens que não se arriscam, dos que se conformam em apenas ter uma namorada e não fazem nada para conquistá-la todos os dias. E por não se arriscar, perdem amores por incapacidade, companhia por desinformação e cumplicidade por medo. Apenas perdem tempo."

(Via Facebook)

Posso dizer? GENIAL!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Espaço Externo



"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu." 

(Via Facebook)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Compromissos me apavoram!


Se você também tem medo de relacionamentos, você não está sozinha. Chegue mais! A verdade é que eu tenho pavor de todo e qualquer tipo de coisa que ouse ameaçar minha liberdade. É ela quem tem regido a minha vida  e é assim que funciona, desde sempre. Me apavora a ideia de dar satisfação, ter obrigação de ligar pra dar boa noite e todas essas cobranças tolas que norteiam os relacionamentos dos deslumbrados. Rotina me dá tédio e, dependendo do grau, até ânsia de vômito. É por essas e muitas outras que meus relacionamentos não duram mais do que a fase do encantamento. É legalzinho, dá pra suprir carência, mas não ultrapassa a zona do conforto. É melhor pra você e pra mim não gerar dependência. Eu respiro melhor e mais fácil sem ter que ter você, fulaninho, pra dividir espaço comigo. Gosto da cama só pra mim, de não ter que dividir o canudo do refrigerante e não me preocupar com "mêsversário" de namoro. Amor, pra mim, é aquele que faz bem e não se impõe à minha rotina.  Tem que ter aquele ingrediente chamado surpresa e não pode ser invasivo. Tem gente que chega pra derrubar os muros e adentrar sem convite. Odeio falta de educação e, pra mim, esse é um dos piores defeitos que não deve ter quem quer fazer parte da minha vida. Eu gosto mesmo é da surpresa, sabe? Disso de não ter hora e lugar marcado. Se rolar, te dou a mão. Mas eu prefiro mesmo tê-las livres, como todo o resto do meu corpo. Gosto de ter você quando eu quero, sem que pareça egoísmo, pois não é. Querer ser só minha é dar espaço pra que você também possa ser seu e, dessa forma, tudo funcione melhor. Eu não gosto dessas manifestações afetivas e públicas, dessa troca de apelidos melosos e do relacionamento GPS. Quem precisa disso é o tipo de gente carente que não fez a lição de casa e precisa de uma confirmação alheia, que grita "eu sou amado", "eu sou bom o suficiente", "eu não estou sozinho". Eu também pensava assim, até aprender a varrer meus medos pra fora da minha vida e aprender a receber as pessoas com a casa limpa e o coração faxinado. Não preciso que alguém me confirme, a todo momento, o que eu deveria saber sozinha. Há quem não entenda e ouse chamar tudo isso de covardia ou revolta. A essa altura do campeonato, pouco me importam as nomenclaturas atribuídas de quem enxerga meu Mundo de fora. Se isso é ter medo, eu tenho! Eu morro de medo de parecer tola e mais ainda de fazer com que alguém se sinta assim. Me desprendi da pseudonecessidade de mostrar ao mundo que eu ando de mãos dadas ou que sempre mudo o relacionamento, nas redes sociais. O que precisa ser visto e entendido é que o que eu mantenho comigo mesma vai muito bem, obrigada. Os outros, eu dispenso! Quem aprende o que é excelente não se acostuma mais com que é bom. E isso, meu bem, nem todo mundo fará por/com você. 

(Marílya Caroline)