quarta-feira, 6 de julho de 2011

 
 
"Eu gosto de quem facilita as coisas, de quem aponta caminhos ao invés de propor emboscadas. Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você decifre nada. O que me faz feliz é leve e, mesmo que o tempo leve, continua dentro de mim. Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui. Porque, por mais que os obstáculos nos desafiem, o que realmente permanece costuma vir de quem não tem medo de ficar."

(Fernanda Gaona)

“Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado demais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala. Ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos a tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando chimarrão e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos, juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando em letras, e você estaria no topo da carreira naquela mesma empresa. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor."
 
(Autor Desconhecido)
 
É pura utopia, mas eu achei lindo... Que mulher não acharia? *-*

Medo


Tive medo desse momento. Tive medo de que, quando chegássemos a esse estágio, eu não sentisse mais nada diante da tua presença e aconteceu. Hoje, tua presença já não me provoca desconforto e eu até lembro de algumas palavras quando me perguntas se estou bem ou outra bobagem qualquer. Você passou, meu bem, como uma brisa que me tocou o rosto e foi embora. Eu tive medo de não me encontrar quando te perdesse; tive medo de não me reconhecer sem as tuas lembranças e de não saber sorrir sem você. Hoje sei que comecei a te perder desde o momento que te conheci. Você nunca foi meu, de fato, e eu só tive você aqui enquanto o meu amor te pedia para ficar. Contrariando todos os meus temores, continuei de pé e resistí às armadilhas da vida sem você para me amparar.

(Autoria: Marílya Caroline)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nada mais que um menino



 
Meu maior erro talvez tenha sido não impôr regras ao nosso jogo. Você foi jogando comigo e eu fui permitindo que você usasse as cartas que quisesse, mesmo sem perceber. Renunciei muita coisa por você, sabia? Deixei de lado muitos dos meus sonhos para me agarrar à esperança de de te ter só para mim e você me deixou aqui, no meio da estrada, sem nem ao menos me dizer adeus. Essas palavras doídas são de quem perdeu o jogo. São palavras de quem teve seu coração descartado como uma carta de baralho qualquer, perdida numa mesa de botequim em que você me pôs. Você não sabe o que eu sofri e ainda sofro quando me perguntam sobre você. Minhas respostas vêm sempre numa forma de repetir para mim mesma que você se foi e levou embora tudo que eu havia construído para nós e não dá mais para recomeçar o jogo. Você levou embora até aquela minha vontade de acreditar e me entregar para um outro alguém. Se, hoje, eu saio por aí dizendo que não consigo e não quero mais gostar de ninguém, é porque aprendi contigo que isso dói, amarga, corrói e até destrói. És causador de toda a tempestade que encobriu o meu céu, antes ensolarado; és o homem que atirou ao chão e cuspiu o meu coração da forma como eu jamais serei de fazer com um outro alguém, és o homem que me roubou o brilho dos olhos e a flexibilidade do coração. Não acredito que isso, aliado ao falso prazer que encontras nas bocas vazias que beijam a tua e nos corpos frios que se juntam ao teu, te permitam olhar no espelho e se enxergar como um homem. Não, não és merecedor de ser chamado assim. Não acredito que Deus tenha te criado para ser e agir de tal forma, me desculpe.  Após a queda que me destes, eu levantei mulher e você... VOCÊ CONTINUA UM MENINO e é SÓ ISSO QUE TEU ESPELHO REFLETE! É disso que te orgulhas?

(Autoria: Marílya Caroline)


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Melodia


Tenho visto, em todos os cantos que eu passo, algo que me faz lembrar de você. Eu sei que as coisas só acontecem quando tem que acontecer e eu precisava de você. Eu sempre precisei de você comigo para dar sentido às coisas avulsas que predominavam em minha vida. Hoje eu sei que te amo e isso me faz bem. São seus os meus pensamentos desde o amanhecer até o fim do dia. Isso tem tornado  as coisas simples mais belas, o sol mais abrasivo e até as flores mais perfumadas. Não digo que o Mundo tenha mudado, mas tenho certeza que minha vida mudou desde o primeiro instante em que te vi e, principalmente, quando você passou a compor a melodia que eu quero ouvir até o fim dos meus dias. EU AMO VOCÊ!

(Autoria: Marílya Caroline)

Nota de Esclarecimento

Amorecos, gostaria de esclarecer que este blog é destinado à divulgação dos meus textos e algumas excessões de frases, poemas e citações de autores de minha preferência. Por esses e outros motivos, os textos aqui estão bloqueados.
Acho uma tremenda falta de consideração algúem postar um texto alheio e não colocar os créditos e já vi alguns textos meus "rolando" na internet sem nenhum tipo de identificação. Não faço isso com ninguém e gostaria da compreensão de todos para que também não façam comigo.
Tenho uma relação íntima com o que eu escrevo e não sou contra que divulguem e postem minhas singelas palavras, desde que coloquem os créditos, ok?!

Grata,
Marílya Caroline =)

Diz para mim...


...que você enfrentaria mares e tempestades para estar ao meu lado. Diz para mim que se tivesse sete vidas, viveria todas por mim e pelo nosso amor; que a cada estrela que você vê lá no céu, teu desejo de me ter ao seu lado só aumenta. Diz para mim que meu coração é quem pulsa o sangue que corre em tuas veias; que meus beijos são a tua droga e o teu remédio; que seus passos mais importantes só acontecem quando estou ao teu lado. Diz para mim que comigo é diferente, diferente de todas; que você vai me fazer feliz sem igual e os dias que passarmos juntos serão nosso passado, presente e futuro. Me diz tudo, apenas com uma palavra de amor, ainda que esta seja muda, mas que me passe a certeza, como aquela com que eu te digo que minha vida só é vida porque eu tenho você!

(Autoria: Marílya Caroline)

sábado, 2 de julho de 2011

Meu querer não quer mais nada


Quis que você estivesse aqui quando eu precisasse de um alento; quis que você ouvisse meus gritos mudos quando chamei por você; quis ser para você um milésimo do que você foi para mim; quis ser pequena para ser acolhida por teus braços e você nunca, NUNCA quis nada. O meu querer quis tanto que agora não quer mais nada, NADA que possa partir de você. Agora você vem perguntar o porquê da minha indiferença, me prometendo juntar todos os meus pedaços em nome de um amor que nunca existiu. Não é que eu não queira mais o amor, eu só não quero mais você.

(Autoria: Marílya Caroline)

Be happy


É uma mistura de jogo de cintura e amor-próprio. Não está sendo fácil conviver nesse Mundinho de falsas verdades, de mentiras que adoçam a boca e depois corroem o estômago e até de sorrisos maquiados, mas a gente faz o que pode e vive como dá. Tenho selecionado mais os que estão ao meu lado, seja para sorrir e ainda mais para chorar. Caindo e levantando, a gente aprende que uma vida não pode e não deve ser dividida com todo tipo de gente. Por essas e outras, que meu sorriso têm aparecido mais largo e, agora, de dentro para fora. Já não acredito mais em tudo que me dizem e costumo me blindar de certas coisas e pessoas. O Mundo não está melhor, mas eu estou aprendendo a conviver de forma "razoável" nele. Sorrindo, cantando, dançando e vivendo, a gente vai percorrendo essa estrada longa até o dia em que Deus quiser. Eu não sei você, mas eu estou fazendo a minha parte.

(Autoria: Marílya Caroline)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tudo novo de novo



Nos últimos tempos, a única certeza que me impulsionava era que eu precisava seguir em frente. Já não era mais uma escolha e sim uma obrigação. Me dei conta tarde demais, já era final do segundo tempo. Então, eu tive que correr para colocar em dia tudo que estava desorganizado em mim. Me desfiz de algumas coisas antigas, que eu já nem sabia que tinha e isso inclui um bocado de mim. Ainda que tenha doído, foi preciso. Fiquei mais leve, mais solta e até mais bonita. Posso não ter mais aquelas mentiras doces e agradáveis de serem engolidas para saciar minha carência, mas o gosto pelo sincero e verdadeiro tomou conta desse espaço e eu me surpreendi ao perceber que já devia ter feito isso há muito tempo. É cansativo e chato fazer faxina, mas sem ela a vida fica suja, pesada e empoeirada. Confesso que estou adorando esse cheiro de coisas novas que tomou conta da minha vida.

(Autoria: Marílya Caroline)