segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

#APedido


Eu poderia suportar todos os golpes da vida, como tenho feito, menos aqueles que vem de perto... Que sabem onde ferir, tem alvo definido pra acertar. Deus é maior. Hoje, nada é capaz de me derrubar.

(Marílya Caroline)

#APedido


Nós poderíamos esquecer tudo isso e fingir que nada aconteceu. Uma ida ao cinema, um passeio na praia e a nossa rotina estaria de volta, mas não. Isso não resolveria o problema. Lidar com gente bipolar é viver pisando em ovos, o tempo todo, e não saber a qual cara dar bom dia ou dizer obrigada, quando a boazinha resolve sobressair e te fazer um favor. Ter pessoas próximas assim é viver eternamente em conflito, sem saber se quem te espera pra o café da manhã é a vovozinha ou o lobo-mau. Mistura dos dois, talvez. Virar a página e esquecer os atos impensados e julgamentos incompletos é não te dar a chance de ser melhor do que tu achas que é pra si e pros outros. Seria egoísmo meu também, sabe?! E você deve saber que eu não sou assim. Forçar amizade com segundas intenções ou assumir o papel de juíza de um julgamento alheio que não lhe convém não cai bem pra ninguém, ainda mais pra você, mas eu também não vim te julgar por isso. Quem, nessa vida, não erra? Eu posso errar em escolher e acolher pessoas, mas não erro quando elas precisam de mim. Não nego água e apoio a ninguém e, que eu saiba, amigos também não fazem isso. É por essas e outras que eu deito a cabeça no travesseiro, toda noite, e  rogo a Deus para que me ilumine. Quando a gente tá de bem consigo, não precisa fazer mal aos outros. Inveja, egoísmo e outras coisas mais só corroem e enferrujam o coração de ferro de quem não tem Deus dentro de si e Ele me fez tão iluminada que eu até sou capaz de doar um pouquinho de luz a quem me cerca. E que seja! Que todo o mal que chegue até mim se transforme em amor. E esse amor chega até você, não importa qual cara você tenha decidido usar hoje. Não importa a fantasia que você queira vestir. Amor e luz são bem-vindos em qualquer lugar!

(Marílya Caroline)

Meninas, podem sugerir temas pra nova hashtag do bloguito, tá?! Beijo.

domingo, 13 de janeiro de 2013

O primeiro não que eu te direi


Você vai se arrepender de tudo que disse e vai me pedir desculpas, repetindo o mesmo ritual pós-briga, só que, dessa vez, eu não vou desculpar. Não vou aturar você dizer que não vai mais acontecer, que você me ama ou até mesmo te ouvir colocar a culpa na bebida, que só faz o favor de liberar os teus desejos ocultos. Não vou mais acalentar teu corpo arrependido e justificar os teus erros banais com alguma desculpa machista, que eu criei pra vendar meus olhos da tua verdade. Você não me ama, não lutou por nós e não passa de um cara qualquer, desses que devem se juntar aos montes, em algum bar da cidade, pra rir da minha cara. Junte-se a eles e comemore, meu bem. Essa noite, você não vai me dar boa noite e me beijar a testa. Respeito por mim você não tem, como esperar alguma coisa a mais? Me liberei de achar que você precisa de mim e vice-versa. Não acho mais o teu perfume o único aroma que meu olfato aceita e você é perfeitamente substituível, sim. Eu sei que você não iria aceitar ouvir isso e é por isso que grito, silenciosamente, enquanto você arruma as malas e diz que vai embora de uma vez por todas da minha vida e do meu coração, como se eu não soubesse de todas as vezes que você descumpriu essa promessa. Não durmo mais com tuas dúvidas, não bebo mais as tuas mentiras e não respiro mais teu quase amor. 

(Marílya Caroline)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Chamada perdida


Tentei te ligar. O telefone tocava e eu me arrependi milhões de vezes a cada vez que ele chamava por você, numa tentativa desesperada de saber por onde você anda, o que tem feito e se está com alguém. Tenho pensado em nós dois. Muito, cê sabe. E tenho pensado também em cada coisa que fizemos juntos e, principalmente, nas que não fizemos. Você marcou muito pra mim. Liguei para que você soubesse disso, mesmo que eu ainda não acredite que isso está saindo da minha boca. Você sabe o tamanho do meu orgulho, mas eu quem não sabia o tamanho do meu amor. Engasguei. Tentei engolir à seco tudo que eu sentia por você, jurando ser mais fácil  maquiar as coisas e apagar os nossos momentos, sempre tão vivos em mim. Mais uma vez, estava errada. Encontrava você no supermercado, nas idas rotineiras ao médico e até nas visitas à família, onde alguém sempre se preocupava em perguntar por você. Ah! Se eles soubessem de você... Se eles soubessem que quando alguém me pergunta sobre alguém, é em você que penso, mesmo sem nexo e motivos pra lembrar tanto de você, que nem sei se um dia lembrou de mim. E a saudade bateu forte, mas eu não me incomodei em apanhar. Sentir falta é a única coisa que nos cabe, quando alguma coisa acaba. Eu liguei pra dizer que as coisas, por aqui, continuam iguais. Eu continuo querendo te agradar e vendo você em tudo que faço. Ainda ponho dois pratos na mesa e a minha cama ainda espera tua toalha molhada, num ritual que me massacra e não quer admitir a falta que você faz na minha rotina, cada vez mais monótona. Você é o dono dos meus pedidos, quando alguém me pede pra fazê-los. Você é aquela imperfeição que cabe perfeitamente no espaço que eu deixei pra alguém ocupar na minha vida e, ainda assim, você vive tão distante de qualquer coisa que soe como uma soma. Você vive distante de nós dois. Enquanto o telefone chamava, eu pensei mil vezes em desligar. Pensei que você não tivesse meu número ou que simplesmente não quisesse atender. Pensei em tantas coisas que até esqueci do meu orgulho bobo, que sempre me impediu de tentar... Que me impediu de te pedir pra ficar mais um pouco e entender que eu não preciso de você pra viver, mas seria muito bom se você ficasse, mesmo sabendo disso. Eu sei caminhar sozinha, mas prefiro quando a tua mão me orienta e teus passos seguem o mesmo caminho que o meu. Eu prefiro o teu ovo mexido, o teu cafuné e o cheiro que você deixava pela casa. Foi amor, eu sei. Desses que desorganizam tudo na vida da gente e dá um trabalhão pra botar tudo no lugar. Por essas e outras, não mudei nada. Nem na casa, nem em mim. A porta tá aberta e você não precisa de convite pra entrar. Mesmo assim, te liguei. É que a saudade tava querendo me matar... [O telefone chamou duas vezes. Antes da terceira, achei melhor desligar...]

(Marílya Caroline)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Um alguém qualquer


Eu vou olhar pra você, quando a gente se esbarrar de novo, e me perguntar o que demais eu vi em você. Você é só mais um cara, MESMO! Desses que a gente encontra aos montes, em qualquer lugar chinfrim que tenha bebida e pessoas vazias, como você. Você é só mais um pra contar mentiras bonitas e histórias ensaiadas, como se eu já não soubesse de todas elas, antes de você abrir a boca. E é por um bilhão de coisas que eu não me apaixonaria por você. Não, eu não faria isso. Era preciso acreditar e confiar primeiro, sabe?! Você não fez por onde. E escapar pelas brechas é mais ou menos o que eu poderia esperar de você, rapaz. Por essas e outras, não vou me importar. Não vou adicionar você à lista dos que fizeram parte da minha vida por uma breve passagem, sem rastros. Eu só não esperava constatar que você é apenas isso. Apenas um homem que não sabe o que quer e vive por aí, colecionando bocas e testando até onde vai a tua mentira e até onde chega a tua lábia. Inútil. Você nunca convenceu a mim...

(Marílya Caroline)

Espaço Externo


"Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem ‘E se’ ! A gente completa o percurso e as vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre a flor da pele. Somos damas, somos dramas, acostumem-se. Mulher não é boneca inflável, só tem quem pode! Levar muitos corpos pra cama é fácil, quero ver aguentar o tranco de conquistar corpo e alma, até o final."

(Tati Bernardi)

Entre parênteses


Você e eu somos parecidos demais. A única diferença é que eu não mergulho no raso e não encho barriga (e coração) com metades. Pouca coisa não me convém e superfícies não me interessam. Até entendo o fato de você não saber lidar com isso e inventar uma desculpa qualquer pro meu interesse de ir além. Aprendi que se você não puder (e quiser), eu posso ir sozinha. Eu posso ir além de nós dois por um eu que tem que ser maior que a soma dos nossos corpos. Pra te conhecer (e te aceitar), eu preciso fazer isso comigo, entendeu? Então se afaste! Prefiro achar que você atendeu um pedido meu a a constatar que você não seguiu meu fluxo de ser demais, querer demais e amar demais. Eu sou assim mesmo, à flor da pele. E você parece nem mais atingir a minha, com essa tua frieza e esse medo de não se envolver mais do que (acha que) pode (e deve). Onde nos perdemos, meu bem? Aliás, onde você se perdeu, a ponto de nunca mais se achar? Cheguei a pensar, no auge do desespero, que o problema fosse eu. Por mais que você não entenda (e aceite), não é. O problema é esse seu medo de ser de alguém pelo simples fato de você ainda não se permitir ser pra você o que eu esperava que pudesse ser, um dia, pra mim: homem. Você sabe que eu odeio moleques...

(Marílya Caroline)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Esse cara é você!


Você não tem endereço ou telefone, pra eu mandar aquele sms alcoólico, que sempre me deixava arrependida, no dia posterior. Você não tem um nome, pra eu abreviar e poder transformá-lo num daqueles apelidinhos melosos, típicos de casais apaixonados. Você é do tipo de cara que não avisa se vem, mas chega pra devastar. Você é do tipo que fala de casamento e filhos, sem nem ao menos saber cuidar de si mesmo. Você não é, nem de longe, o cara que Roberto Carlos tanto fala. Desconfio até que nem sejam da mesma espécie, mas você é real. Você é o tipinho mais fácil de se encontrar nas baladas, de camisa "três quartos", perfume importado e calça apertada, com um whisky à tiracolo e um papinho ensaiado. Você é aquele que não me engana, não me convence e não me surpreende, mas atrai. Você tem um "quê" de liberdade que desafia até os mais adormecidos instintos que ferem a minha zona de conforto, mas atrai. E talvez seja por saber de tudo isso que você me olha, como se não tivesse vergonha de me despir da forma como faz. Você é previsível, desajeitado e metódico, mas ainda tem o dom de me fazer questionar, todas as vezes que te olho, porquê ainda insisto em você, contrariando todas as minhas preferências. Você só sabe falar de bebida, teu hobby é futebol e você tem uma coleção dessas meninas que enfeitam a tua estante. Teu papo é receita de bolo de vó... Todo mundo conhece e já decorou. Você tem uma velha mania de desviar dos meus olhos quando mente e de se declarar quando fez algo errado. Eu te conheço por todos os avessos que você puder abrigar em si, se é que isso é possível. Eu desvendo os mistérios que nem mesmo você sabe que existem. Você é homem, desses que não fariam o papel de mocinho na novela das 6. No máximo, aquele figurante sarado, sabe?! Mas sem você, não teria graça. Não teria adorno pra essas noites e lugares vazios, que você insiste em frequentar. Você é o tipo de cara que não entende minhas ironias e nunca segue as pistas que eu deixo. Você não é o genro perfeito, nem o namorado idealizado. Você é só mais um cara, desses que não fazem parte da melodia do Rei, mas protagonizam a minha vida e a de todas as mulheres que um dia se depararam com alguém assim. Esse cara é você! 

(Marílya Caroline)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Sorteira"


Cheguei ao auge dos meus 20 anos e não conheci ninguém interessante. Os últimos dois anos serviram para que eu entrasse em acordo para quem atribuir a culpa: os homens ou eu. Nunca encontrei as repostas. Inicialmente, achei que fosse culpa deles. Eles eram imaturos demais, novinhos demais, escorregadios demais e eu não estava apta a alimentar mais uma ilusão da minha vida. De tanto se repetir, já estava virando mesmice e eu odeio isso. Odeio também o fato de todas os carinhas que me interessaram por mais de 15 minutos cultivarem o péssimo hábito de estragar tudo aos 20. O tempo foi passando e eu passei a pensar que o problema era eu. Desconfiança tinha se tornado o meu sobrenome e ironia o primeiro. Nenhum homem conseguia (ou aguentava) passar muito tempo ao meu lado. Minha acidez afastava quase tanto quanto a minha intensidade. Poucos sabiam   rir das minhas piadas sarcásticas  e entender as minhas ironias. Deles ou minha, a culpa não encontrava um lugar certo para ficar e acabou traçando o meu destino. Eles foram se afastando e eu consegui a façanha de me afastar mais ainda. Fiquei incrédula, fria e indiferente demais para ser alcançada por alguma mentirinha. Vez ou outra, elas até serviam para me arrancar boas risadas ou como assunto entre minhas amigas, que partilham do mesmo destino que eu. Teria sido a minha sina viver na solteirice ou falta de habilidade deles em me manter interessada? A esta altura do campeonato, desvendar o mistério já não importava tanto quanto antes. Aprendi a ficar só, mesmo rodeada de tanta gente que não entende a minha opção de ficar sozinha. Homem tem, é verdade. O que falta é o interesse de acreditar em qualquer palavra bonita só para expôr fotos no facebook ou andar de mãos dadas. Para merecer estar ao meu lado, tem que fazer mais que isso. Tem que ser muito HOMEM, só para variar um pouco a minha coleção de moleques.

(Marílya Caroline)

Não lembro se já publiquei esse texto aqui, mas estava nos meus rascunhos e vale a intenção, né?!

A última coisa que você precisa saber


Culpa sua! Você poderia ter me impedido de entrar naquele carro e tudo isso poderia ser evitado, mas não. Tua pose de durão é/foi mais importante do que nós dois. Aliás, sempre foi assim. Você nunca deu o braço a torcer por mim, nem quando você sabia que eu estava certa. Admitir um erro é admitir fraqueza e não, você NÃO é fraco. Ao menos pensa que não, né?! E isso já te impede de ser um pouco mais homem e enxergar a mulher que você perdeu pra você mesmo. Dispenso todas as mágoas, verdades e faltas que poderiam ser atiradas na tua cara como um ácido corrosivo. Tudo isso que você está sentindo, silenciosamente, é bem mais devastador do que algo que eu possa te dizer, agora. E já não importa mais. Já não me interessa se você cresceu ou continua o mesmo cara metódico e fantasiador que eu conheci [e amei]. Já não me importo se você comeu bem ou se tem sido reconhecido no trabalho. Não sou eu quem vai comemorar teus êxitos nem te ajudar a ver lição no fracasso. Não mais. E é assim porque você não soube ser menos orgulhoso e me fazer mulher além da cama. Além das quatro linhas em que você sabia ser um macho-alfa, como eu gostaria que você fosse além dela. Não te perdôo por você ter confundido tudo isso com machismo e posse, pois não sou tua. Eu estava com você e o fiz enquanto você me permitiu. Quando você mostrou que não poderia ir além, eu abandonei o barco. Fraco? Covarde? Machista? Não, você é limitado. [Não me ligue mais!]

(Marílya Caroline)