sábado, 29 de setembro de 2012

Bom dia!


E hoje eu resolvi falar das sutilezas da vida e das belezas do Mundo, como se nada ruim fosse capaz de me atingir. E não pode. Blindada contra mau olhado e vibrações negativas, meus desejos são de amor e luz a todos que me cercam e, de alguma forma, se vêem refletidos nesse novo jeito que encontrei de descobrir os caminhos que me esperam. Vai ver que nem vai fazer aquele sol esperado amanhã, mas ainda vai ter muita vontade de fazer as coisas raiarem mais bonitas e doces, só porque hoje eu acordei feliz. E felicidade, daquelas duradouras e merecidas, não depende do sorriso de ninguém. Aprendi a tecer as minhas vestes, a trilhar o meu caminho e escrever a minha história. Lembra da promessa feita, menina? Cair, de vez em quando. Desistir, jamais! Deus, quando te deu a missão, não te disse que seria fácil, mas apostou que você conseguiria.

(M.C.)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Incógnitas


Tenho tentado zelar por mim todos os dias, só para ter a certeza de que um de nós não esqueceu a promessa feita: cuidar um do outro. Você se foi e eu fiquei, tentando me apegar ao resto do perfume que ficou na roupa e às poucas lembranças que me libertavam do medo do escuro. Você foi embora e apagou as luzes, mesmo sabendo que eu tinha medo de não ter um pingo de esperança de te ver voltar e dizer que tudo não passou de uma brincadeira. Ainda é complicado sorrir e fingir que tudo está bem, quando alguém ainda ousa perguntar o porquê de não estarmos juntos. Vencida, mas não conformada, eu respondo que foi uma escolha tua. Você me culpou por saber demais o que eu queria e te sufocar, enquanto eu justifico a tua dificuldade em se posicionar, diante de qualquer coisa. Sobraram interrogações, mágoas e reticências onde eu quis imprimir coisas boas e bobas. Faltaram fins de semana, beijos e conversas pra tomar o lugar de todas essas lembranças que melhor seriam se não tivessem existido. Você poderia ter me presenteado com a invisibilidade e eu não teria que suportar o fato de te ver e não ter um abraço, um conforto ou uma certeza: mesmo que o dia fosse ruim, você seria o motivo do meu sorriso aliviado. Que sentença é essa? Teria, eu, nascido para viver sozinha ou você para nunca ser meu bem?

(Marílya Caroline)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Homens, idade e maturidade


Quem dera que idade avançada sempre fosse sinônimo de sabedoria. Por essas e outras, não aceito que me julguem pela pouca idade que tenho. Não troco os meus 18 anos pelos 20, 30 e poucos de muita gente, por saber que, embora muitos se curvem aos caprichos do tempo, poucos são os que suportam o peso da vida. Já não me surpreende o fato de que alguns até me conquistem, mas poucos me mantem interessada. Tem gente que até cativa pelo que fala, mas quase sempre decepciona pelo que é. Um homem não é um somatório de quantas tem ou de quantos litros de bebida põe sobre a mesa, embora muitos achem que sim. Homem, para mim, é quem pensa por si mesmo. Aquele que permite que o Mundo dite as regras de sua conduta não passa de um menino e estes, me desculpem, não conseguem se manter ao meu lado. Dizem que "quem é de verdade sabe quem é de mentira". Eu sei quem sou. Em algum momento, você já chegou à conclusão do que é ou do que os outros tem permitido que você seja? Entre os escombros da tua pseudo-masculinidade, já não repouso a minha calmaria.

(Marílya Caroline)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como seria bom que você soubesse...


Hoje é um daqueles dias em que eu acordei querendo cólo. Não um qualquer... é o SEU! Queria deitar na tua perna e descansar dessa andança, tão desgastante. Queria te contar como foi o meu dia, mesmo que eu não te traga grandes novidades. Você sabe que não preciso delas, quando eu sei que tenho você. Queria passar horas e horas me produzindo só para você. Os elogios e olhares que recebo nunca serão como o sorrisinho bobo que você dá quando me vê. Silenciosamente, você diz "É tão linda a minha menina". E você sabe que eu retribuo. Você pode não saber, mas meu Mundo tem mais cor quando você olha na mesma direção que eu. Somos mais fortes quando nossas mãos se unem e eu encontro a paz que preciso quando você me liga, só para saber se acordei bem. Meus melhores sorrisos acontecem por meio de suas piadas sem graça. É com encantamento que eu vejo cada centímetro do teu corpo e me apaixono como se fosse a primeira vez. Ah, meu amor... Talvez se você soubesse de quantas renúncias é feito o meu amor, não se ausentasse tanto. Amor que te espera, te compreende e te aceita em cada volta tua. É para os teus braços que eu corro, em busca de abrigo. Ter você, durante a noite, faz valer o meu dia. Eu gosto do nosso silêncio, que diz muito mais do que nossas longas conversas. Eu gosto quando você também deita no meu cólo e me faz entender que o Mundo não é tão ruim quando estamos juntos e firmes. Seria para você quem eu contaria os meus problemas, mesmo que não estivesse buscando solução. Você já é a resposta que preciso. Eu queria poder te ligar e ouvir "Está tudo bem contigo?". Hoje, eu responderia que não, mas você sabe exatamente o que me faz mudar de ideia, de resposta e de humor. Você sorri e o Mundo se abre. Você me abraça e o tempo pára. Você me acolhe e eu tenho a certeza: se algo não está bem, teu amor me faz continuar.

(M.C.)

sábado, 22 de setembro de 2012


Cuidado com os homens que só te vêem como uma noite, para não dar-lhes o prestígio de fazer parte do seu dia!

(Marílya Caroline)

Ponto final



Te ver de novo me trouxe a confirmação do óbvio: eu mudei. Antes, ainda me agarrei à esperança de que nós ou simplesmente você tivesse deixado algo morrer. Não, não foi. O tempo foi matando aos poucos o que ninguém foi capaz de dar continuidade. Meu corpo, que antes estremecia, sequer sente algum arrepio quando entra em contato com o teu. Não perdi a sensibilidade, só perdi o interesse. E olha só, né?! Até o impossível aconteceu. Você veio acabar o inacabado e, de fato, eu precisava ter a certeza de que não havia nada adormecido. O amor, que contrário aos meus princípios eu ousei alimentar, morreu. E contra a morte não há soluções, apenas aceitar. Aceitar que o tempo nos trouxe novas rotinas, novos beijos, mas nenhuma química. Você veio confirmar alguma coisa e eu já tinha a minha certeza: nem mesmo você é capaz de ameaçar a minha geleira. Não é que te falte calor. O que não existe mais em mim é necessidade de me manter aquecida pelos braços que, de tanto se ausentarem, não fazem mais falta. Ao invés de reticências, ponto final. 

(Marílya Caroline)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Pra te fazer feliz



Lembro que te vi passar apressado. Pelas roupas, acho que você ia trabalhar. Vejo que pouca coisa mudou, na tua vida. Você continua tendo pressa em tudo e deixando muita coisa escapar. Entre elas, eu. Mas isso não vem ao caso, né?! Só me passou pela cabeça, enquanto eu te via de longe, expressando o mesmo ar de estresse. Você se dedica muito ao mundo e vive pouco. Lembra das minhas queixas? Pois é. Eu queria atenção e você queria praticidade. Falar de abraço sem hora ou beijo inesperado era demais para você. Carência minha, para ser mais exata. Não nego! Eu sempre fui excessivamente coração e você achou de ser a razão do nosso vínculo. Lembra dele, não é?! Tenho certeza que sim, nem que seja nos momentos de frio ou quando você não tem quem te esquente a comida ou o corpo. Não foi a saudade que me trouxe as lembranças, mas talvez um tal de hábito. Eu me habituei a falar de nós como se fôssemos plural, ignorando as minhas tentativas isoladas de fazer com que desse certo uma relação que, desde as raízes, nós sabíamos que não ia florescer. Você, eu acho. Eu sempre quis que desse certo, mas foi bom te conhecer, meu bem. Foi bom poder te ensinar a andar sozinho e a ver, no mesmo espelho em que você dá o nó na gravata, o menino que ainda mora em você. Era ele que eu gostava de acalentar e é da falta dele que ainda se fazem as minhas boas e nostálgicas lembranças, de um tempo em que pouco importava, além de nós dois. Você queria alcançar o Mundo. Eu queria te fazer feliz.

(Marílya Caroline)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A um alguém qualquer...


Tenho escrito todos esses versos para você, que eu não sei o nome ou que semblante tem, porque sempre fui melhor com as palavras do que com os gestos. Acho que você sabe ou percebeu, em algum momento. Resolvi chamar de você por não querer invocar-te por "meu amor". Aprendi que o amor que eu zelo é por mim mesma e este me corresponde... me completa. Você é só uma brisa que toca o meu rosto, mas escapa pelas minhas mãos, entende? Percebes que não dá pra concretizar a nossa história? Ficamos entre os espaços que eu fui deixando, para que você, sutilmente, preenchesse. Faltou capacidade, interesse ou jeito? Tua resposta já não é tão importante quanto as perguntas que deixei de me fazer. Será que ele não me ama? Será que ele não existe? Será que ele não virá? Troquei tantas interrogações por algumas certezas. Ele foi por não ter tido tempo de me conhecer. Eu fiquei por ter certeza de quem eu sou.

(Marílya Caroline)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Recado da Blogueira

Amorecos,

Mais uma vez, venho agradecer o reconhecimento de vocês, que só tem expandido o blog e o orgulho da blogueira, aqui. No mais, venho deixar meu ASK. Me rendi à modinha, mesmo sendo contra a maioria delas, mas o tédio vem justificar, viu?! Tirem suas dúvidas e perguntem à vontade.

"Os outros são os outros e só..."




Eu sei que ainda é seu aquele jeito de me pegar de jeito. Ninguém, até hoje, me fez pensar e fazer besteiras, como se o julgamento do Mundo não importasse mais do que nós dois. E era verdade. É também verdade que, desde que você se foi, eu nunca mais pude ser plena e completa para alguém, porque nenhum outro descobriu o que você fez comigo, a ponto de assumir para todas as minhas amigas que um milagre havia acontecido: sim, eu estava apaixonada. Sinto falta da nossa rotina e, sendo como sou, você há de convir que isso não é normal. Nada entre nós foi normal, meu bem. Por você, eu quis me despir, literalmente... da minha roupa e dos trapos que cobriam o meu coração. Não sei o que você tinha e nunca me importei em saber. Entre nós, o que mais me encantava era esse mistério. Eu gostava de não saber quando você iria aparecer ou me ligar, mas sabia que você viria. Eu gostava de me descobrir uma boba, só por sorrir das suas piadas sem graça ou do jeito que você, mesmo sem jeito, me olhava. Eu sei que você não fez por mal. Eu sempre fui meio bloqueada, não é?! Sempre na defensiva, mesmo querendo te atacar e te dizer que te quero e fazer loucuras e agarrar no teu pescoço, sem previsão de soltar. Eu queria sentir de novo o teu cheiro bom e ter de volta a sensação que só você me trazia. Eu queria poder confiar em alguém a ponto de permitir que esse alguém invadisse a minha zona de conforto, mesmo que eu não perceba. Me entreguei tanto que acabei comparando todos os outros caras que eu conheci a você, querendo que alguém ainda partilhe da sua ousadia. Inútil. Você veio, deixou marcas e se foi com a certeza de que eu não conheceria ninguém igual. Ninguém tocou o meu rosto, penetrou a minha alma e me arrepiou a pele da forma que você fez. Mesmo depois de tanto tempo, ainda sou cativa das comparações. Não é só saudade, mas teimosia. Saudade ainda é uma palavra que me dá medo e, para mim, é sinônimo de fraqueza. Eu não quero lembrar dos nossos momentos como algo que possa ser repetido, pois não pode. Foi bom e passou, mas isso não me impede de lembrar da época em que algum homem me fez ter vontade de ter algo a mais. Só você sabia que esse "algo a mais" não tinha nada a ver com compromisso, status em redes sociais ou mãos dadas. Você sabia que o que havia entre nós transcendia as conveniências sociais. Eu fui sua e você foi meu, mas no tempo e do jeito necessários. Nunca gritamos, aos quatro ventos, que estávamos juntos. Eu e você sabíamos do nosso elo e isso bastava. Acho que o meu encantamento também tem muito disso: você soube me possuir, sem me impôr barreiras. Depois de você, como diz a velha música, "os outros são os outros e só". Até aceito que você tenha ido embora, mas torci muito para que, antes disso, você tivesse deixado com alguém o manual de como me fazer mulher...

(Marílya Caroline)