quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Prece


Amanhã eu posso até entender, mas hoje não. Não me peça pra ser a mulher do peito de aço que eu tenho sido, pois até sei fingir pra todo mundo, mas pra mim eu sou péssima. Especialmente hoje, eu resolvi assumir isso e dizer que preciso de colo e de alguém que me abrace de graça. Preciso ouvir um "eu te amo" e deitar no colo de Deus, pra ouvir dEle que tudo vai ficar bem, mesmo que minha agonia seja tamanha e eu não saiba pra onde correr. Hoje é um daqueles dias em que o beco parece não ter saída. Mil soluções não se encaixam no meu problema e a costas se curvam com o peso da cruz. Nunca gostei de admitir que desisti, mas não tem sido fácil. Não é em todos os dias que o sorriso que a gente tem guardado cai bem com o dia chuvoso, em que a gente quer mais é ser sentimento e explodir, sem pensar em nada. Queria não ter que entender tudo e repousar um pouquinho, nos braços do Pai. Eu sou falha, pecadora e tão menina pra ser essa mulher que o mundo exige, o tempo todo. Tu sabes que não sou, né Pai?! Tu sabes o quão apertado tem estado o meu peito e que as súplicas são mesmo um pedido de socorro, de quem não acredita em quase nada e tem tentado não fazer que os outros percebam. Tô recorrendo, como sempre faço em todas as vezes. Tô pedindo abrigo, quando o Mundo me dá as costas e parece ser contra os meus planos. Tô Te pedindo um lugar perto de Ti ou em qualquer lugar onde eu não tenha que ser forte, mas possa ser eu mesma. Possa ser de dentro pra fora o que eu tenho aprisionado, todo esse tempo. Queria dormir e não lembrar que problemas existem, só por ter a certeza de que Tu estás comigo. Eu não estou só!

(Marílya Caroline)

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Valeu pelas mais de 8.000 visualizações do Bloguito em pouco mais de um ano. O espaço, que começou como uma espécie de diário virtual, está crescendo e ganhando cada vez mais leitoras lindas, que demonstram seu carinho e sempre comentam comigo sobre os textos e tudo isso com pouquíssima divulgação. Fico feliz de poder me expressar e retratar um pouco de vocês em cada linha. Continuem divulgando, meninas. O espaço é nosso! Obrigadaaa!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Deixe seu curriculum!


Olhar do lado e não ver alguém é lembrar em dobro como a solidão lateja e faz pulsar o sangue adormecido, da ferida que abriram em nós. Dias chuvosos e domingos são ainda piores. Por mais descolada e segura que eu seja, esse alguém faz falta. Nem todo coração blindado é assim 100%. É um segredo meu, mas eu vou confessar que isso é só um desafio que eu impus a mim e aos outros. Quem for mais corajoso, leva! E me leva junto, mas precisa passar por uma série de testes. Eu queria que meu celular tocasse ou anunciasse uma mensagem tua. Eu queria que você me fizesse acreditar que abraços são bons e a gente ainda pode acreditar em alguém, não cem por cento, pois é pedir demais, mas o suficiente para me tirar do comodismo de não querer ninguém. É mais medo do que cuidado. Coração que já foi despedaçado tem medo de ser jogado ao chão novamente e foge de cola barata. Não foi fácil. Nem todo homem vê mais do que o decote e a saia curta mostram e por isso que nem todos me merecem. Dispenso, não dou bola e até aceito o rótulo de indiferente. Não dá pra se doar de graça. Não é Natal ou muito menos liquidação afetiva, mas dava pra fazer um esforço. Dava pra você, que eu ainda não sei quem é, me fazer acreditar um pouquinho nas coisas. Eu confesso que nem eu mesma acho que isso é possível, mas tenta. Hei de pontuar você não pelos acertos, mas por todas as tentativas. Uns tentaram me fazer de trouxa. Você pode me fazer mulher.

(Marílya Caroline)

domingo, 28 de outubro de 2012

Recado da Blogueira

Queridíssimos(as),


Venho justificar a minha ausência. Para quem ainda não sabe, eu sou estudante de Psicologia e as coisas, na faculdade, estão cada vez mais corridas. Peço que não deixem de acompanhar o blog e que continuem colocando a autoria dos textos, ao postarem no facebook e em qualquer outra rede social, pra divulgar o blog e fazer com que mais pessoas se identifiquem com o espaço que é nosso!

Beijos,
Marílya Caroline

Sinal de alerta: carência


A verdade é que toda mulher sente falta de um alguém do lado, mas isso não significa precisar dele. Ninguém é dependente de ninguém e esse é o ingrediente mágico pra receita do amor dar certo. Somos livres, temos consciência disso e nos escolhemos, mas não precisamos roubar o espaço um do outro. O meu começa onde o seu termina e, numa soma perfeita, somos dois e não um só, como insistem em reduzir por aí. Essa é a lei da minha vida e o critério número um pra alguém fazer parte dela. Especialmente hoje, estou sentindo falta de candidatos à vaga que deixei aberta. Rola aquele velho clichê de que "vaga tem, mas falta alguém qualificado para ocupá-la". A noite está fria e estou sentindo falta de alguém para jogar conversa fora, dar boas risadas e me fazer cafuné. Não que eu seja essas românticas idealizadoras, mas eu sou mulher, ora! Mulher tem disso mesmo, mas não pode usar como justificativa para acolher qualquer canalha. Cuidado com as ofertas, quando se está à procura. A sede faz com que a gente beba qualquer tipo de líquido, tal como a fome nos faz engolir até mentiras. A pior de todas elas é a fome sentimental. Essa que me acomete esta noite. Não vou sair. Não vou caçar você como quem procura carne fresca. O risco de uma indigestão é grande. Vou colocar a minha carência numa caixa, no alto de uma estante, e esquecê-la até me sentir segura para conhecer alguém legal, mas procurar não rola. Não rola se contentar com qualquer coisa, só pra ter alguém pros dias de inverno ou para os momentos de deprê. Lembra da regra número um? Tratei de colocá-la à frente dos meus instintos e dessa perigosa carência. O tão falado amor não é só é uma escolha. É ter quem acolha!

(Marílya Caroline)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Manual de instruções


Guarda aquele velho EU TE AMO numa gaveta empoeirada, junto com todas as mentiras e precipitações que você costuma usar por aí. Mulheres como eu não se conquistam com frases feitas e clichês que já não colam desde o tempo da minha avó. Desculpa a dose de sinceridade, mas eu preciso ditar as regras, antes que você aceita entrar no jogo. Mesmo diante delas, não desista tão fácil. Não me condene à triste constatação de que todos os homens são iguais. É um pedido, uma súplica ou o que você quiser chamar, mas não abandone o barco antes da tempestade. Não me faça perder o ânimo e o interesse pelo que você diz. Anota aí: fazer mais, falar menos. Tenho todo esse texto decorado e sei do teu repertório de cor e salteado. Antes de você me dizer alguma coisa, eu já havia previsto e preparado uma resposta. Melhor você calado e ativo, diminuindo as chances de esbarrar na minha larga experiência ou cair no poço da generalização. Não há condenação pior do que essa. Eu não sou uma montanha tão difícil de escalar, mas não precisa abandonar a coragem lá embaixo. Você vai precisar de fôlego, mas de uma boa dose de ousadia. Homens comuns tem esquecido o que é isso e, por consequência, eu também. Quando você entrou na minha vida, eu te duas chances: uma pra ser diferente e outra pra fazer diferente. Entendeu a missão? Um homem pode aceitar todos os rótulos, menos o de incapaz. Eu não queria ter que pensar isso de você, então não desista. Vire meu Mundo e me faça perder o chão, mas não ouse me tirar do lugar se não tiver uma boa carta na manga. Não gosto de quem começa a jogar com medo da derrota. Comigo, é tudo ou nada. Oito ou oitenta. Meio termo não me completa. Meio homem também não!

(Marílya Caroline)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Recado da Blogueira

Não sei se é falta de criatividade, admiração exacerbada ou simplesmente desrespeito, mas está ficando até chato ter que pedir que, ao copiar algum trecho, frase ou citação minha, vocês coloquem entre aspas, no mínimo. É o mesmo que ver uma roupa sua copiada ou algum trabalho, ao qual você dedicou tempo e empenho, serem banalizados. Existe uma relação íntima com o que eu escrevo e muito sobre mim está expresso nessas linhas que vocês, por preguiça ou negligência, copiam e reproduzem de qualquer jeito. Há quem não entenda, tudo bem. Quando não nos cabe o entendimento, nos resta o respeito. Ganhar algum tipo de vantagem ou reconhecimento às custas dos outros é, no mínimo, desrespeitoso. Acreditem, mas isso acontece e eu me sinto profundamente chateada. Podem ter certeza que eu reconheço cada uma das palavras que escrevo e adoro a relação de identificação que eu tenho com vocês, mas colaborem! Aos que já entenderam o recado, meu muito obrigada!


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Engano


Não me conformo. E repito, mil vezes, o mesmo ritual de olhar as tuas fotos e tentar entender como você foi capaz de me deixar por ela. Eu sei que é esquecer um pouco quem eu sou ao me questionar sobre isso, mas aceito a minha fraqueza em troca de alguma resposta que justifique o teu ato irracional de trocar o certo pela incerteza. Seria um gesto de imaturidade ou só uma prova de que Deus me reserva algo melhor do que teus braços frios e teu peito oco? Perdemos, é verdade. Eu perdi meu tempo e você uma ótima oportunidade de não ter refugos ao teu lado. Não entendo o prazer de um homem possuir uma mulher que já foi troféu na estante de muitos, mas cada um enfeita a sua como quer. Você sabia que pesaria mais do que a tua estrutura aguenta, não é? Melhor mesmo completá-la com algo mais leve. Te entendo. Eu nunca tive vocação para ornar a vida de ninguém e você precisa mais de uma dama de companhia do que de uma mulher. Não é todo marmanjo boa pinta que aguenta a pressão de ter um ser pensante ao seu lado. Difícil ter que lidar com isso, né?! Confesso que muitas coisas me vieram à mente, quando o celular não tocou e as notícias não vieram. Eu pensei que o homem que eu conheci pudesse ter se perdido, mas tudo bem. Antes você ter ficado no caminho do que eu ter desviado o meu em vão. Seguimos os nossos destinos. Você, de fazer coleção de lataria e eu de procurar tesouro em não tem nada a oferecer. A única vantagem disso tudo é eu não perder mais tempo catando algo valioso em você.

(M.C.)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Espaço Externo


"Ele não ligava, nem mandava mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania sacana de aparecer quando ele já tava quase desaparecendo da minha cabeça. Era carência, tava na cara – e faltava vergonha na minha, porque eu sempre acabava cedendo. Não me dava valor e ainda ficava indignada por ele não dar também. Eu aceitava ser a última opção e ainda tinha a cara de pau de espernear e choramingar por ai usando a maldita frasezinha clichê de que nenhum homem presta. Claro que ele não ia prestar, pra que prestar com alguém que transpirava falta de amor próprio? Ninguém ama quem não se ama, ninguém respeita quem não se respeita – doloroso, mas verdadeiro. E quando você não tá na onda de ser amada, ta tranquilo - um supre a carência com o outro e fim de papo. Mas eu tava afim de sentimento, tava super na onda de mãozinha dada e ligação de madrugada só pra ouvir um ''tava pensando em você''. E claro que ele não ligava, a gente quase sempre só pensa antes de dormir em quem causa aquele nervosinho de incerteza dentro do nosso peito – e eu tava sempre ali, um poço de certezas, não tinha porque ele pensar. Muito menos ligar. E foi ai que eu mudei. Parei de aceitar o último pedaço do bolo, se o primeiro pedaço não fosse pra mim, eu simplesmente ia embora da festa – não me servia mais. E olha só que mágico, ele nunca me chamou pra tantas festas e nunca vi alguém me oferecer tantos pedaços de bolo – a mágica só não foi tão boa porque eu simplesmente não queria mais. Não queria mais mágica, não queria mais bolo, não queria mais ele. Quando a gente passa a se valorizar a gente consegue enxergar nitidamente quanto os outros valem – e ele valia tão pouco, desencantei. Peguei meu coração e coloquei ele lá no topo de uma árvorezinha danada de alta, e vou te falar, nunca vi tanta gente disposta a escalar – homem adora um desafio. Pois bem, que vença o melhor!"

(Autoria desconhecida)

Esse é um daqueles textos que não foi escrito por mim, mas bem que poderia ter sido...

sábado, 13 de outubro de 2012

Recado da Blogueira

Meninas, 

Fiz uma pequena alteração no facebook e mudei meu nome pra "Caroline Nascimento". Peço que continuem respeitando a autoria, como vem fazendo ultimamente. Desde já, peço desculpas pela minha ausência. Prometo recompensar tudo isso em breve!