sexta-feira, 25 de novembro de 2011



Querido 2011, que você possa ir embora em paz! Apesar dos pesares, posso dizer que tive dias dourados e estes foram maioria. Conheci muita gente bacana, sabe?! E a vida deu aquele giro de 360º que eu não esperava e nem sabia que seria tão bom. Aprendi com o novo a descartar o que é velho e empoeirado. Me desfiz de roupas, gostos, pessoas  e alguns sentimentos engavetados. Tive um ano em dobro, pra fazer valer as 14 ondinhas que eu pulei no reveillón. Eu queria te agradecer pelos amigos que você me trouxe e pelos amores que eu pude conhecer. Ainda que muita coisa tenha vindo e não tenha ficado, eu aprendi também a ser passagem. Passagem de coisas boas! Eu só desejo que o novo amanhecer que tu permites entrar pela janela da minha vida me traga mais alegrias, mais sabores e mais sorrisos. Que eu queira sempre mais de mim e dos outros e possa ter intensa em tudo que eu fizer. Que 2011 leve embora a maré de negatividade que insistiu em passar aqui e deixe a certeza de vitória, que vale mais que qualquer vento contrário que ouse me balançar. Onde Deus é prioridade, não há o que temer. Que 2012 me traga a magia da felicidade e os bons frutos do amor. Tenho acreditado que pode dar certo. Deus, a vida e o mestre tempo estão me dando mais 365 folhas em branco.
(Marílya Caroline)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011



Eu queria te dar a chance de repensar tuas prioridades, menina. Eu sei do teu coração, mais do que tu sabes de si mesma. Sei das tuas descrenças, dos teus medos e até dos disfarses de mulher que tens usado para impressionar. Eu conheço a tua alma despida das máscaras que você usa para agradar quem não te merece. Comece a enxergar suas prioridades e aprenda que as tuas decepções são proporcionais às tuas expectativas. Ninguém vai cuidar de você se você não estiver disposta a fazer isso. Coraçãozinho blindado é sinal de alma e corpos intactos. Não se perca por quem não faz o mínimo esforço para te encontrar. Aprenda que quem ama, zela. Ame-se e cuide-se. Não permita que alguém entre em sua vida sem limpar os pés e o coração. Saiba quem acolher, saiba quem escolher.

(Marílya Caroline)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eu te amo não diz tudo

 
"Ele diz que me ama, então já posso me sentir totalmente segura, completa e feliz, não é?”

"Muitas pessoas são totalmente iludidas e até preenchidas por estas três palavras mágicas e, enquanto o cara não te falar “Eu te amo”, você fica na dúvida: “Será que ele realmente gosta de mim?”. Na minha singela opinião, o amor só vira amor quando o outro tem real interesse na sua vida, quer ver sua felicidade acima de tudo, te encoraja para seus medos, te escuta mesmo não querendo escutar, entende mesmo não querendo entender e acima de tudo, respeita.

O amor é uma miscelânea de desejos, vontades, sentimentos, conquistas e, para que tudo isso se concretize, precisamos de tempo, ouviu bem? Tempo. “Lá vem você com essa de tempo, conheço ele há pouco tempo, mas já amo ele sim e faria tudo por ele, ok?”. Sinceramente, quem sou eu para mensurar o que as pessoas de fato sentem, mas na minha opinião o amor só vira amor após certo tempo de convivência, conquistas e derrotas. Hoje em dia, na maioria das vezes, falar “eu te amo” não passa de uma abreviação de “Ei, estou gostandinho de você.” Acho engraçado que nesses caso,s em qualquer discussão ou divergência de opinião, o amor “acaba” e se transforma em ódio, desinteresse ou revolta. Talvez eu tenha um pensamento um pouco retrógrado, mas ainda acho que amor é quando você pensa duas vezes antes de transformar mágoa em munição.

Parece fácil, é só falar “eu te amo” e já estamos no suprassumo dos sentimentos, eu não vivo sem você, você não vive sem mim, tudo é para sempre, para sempre... Pode até ser bobo, mas no fundo tudo isso só faz com que no final você banalize a tal definição de “amor” e pense que qualquer tesão, paixão, desejo ou saudade possa ser a maior representação de amor do mundo, e convenhamos você sabe que não é assim.

Você sabe melhor do que ninguém que isso passa, que você conhece outras pessoas e depois de tudo isso vê que o tal “amor” nem era tão grande assim. Depois disso você cresce, amadurece, aprende que existem vários tipos de amor, cria expectativas à toa, descobre que o amor não mata, confunde alguns sentimentos e acha que nunca mais vai amar ninguém, ai você lembra que todo mundo passa por isso e você é só mais uma.

Talvez nem você saiba o que é o amor, talvez o amor seja uma palavra que cada um possa escolher sua definição e intensidade ou talvez o amor seja tudo isso e mais um pouco que ainda não aprendi. No amor não existe indecisão e sim só uma certeza, e se você já amou como diz deve saber do que eu estou falando. E aí, agora você entende o título do texto?"
 

sábado, 19 de novembro de 2011



Eu acho que a gente deve casar-se com a felicidade, sabe?! Essa história de ficar vinculando coisas tão preciosas a meros mortais é pura bobagem nossa. Pàrei para pensar e vi que muitas das minhas decepcões são fruto de más escolhas minhas e de mais ninguém. Quero compromisso com a verdade e não com uma pessoa. Eu te prometo viver o nosso momento e você me promete apenas o que pode cumprir. Relacionamentos e outras configurações afetivas não podem ser contratos. A gente nunca deve confiar cegamente em quem já sofreu. O ser humano tem o péssimo hábito de revidar, mesmo em quem não tem culpa nenhuma. Andei moldando a mim, antes de exigir perfeição nos outros. Não tenho pressa em andar de mãos dadas com ninguém. Hoje, não mais. Eu quero objetivos, alma e coração unidos. As mãos e bocas são consequência. Vive bem quem sabe que não pode depositar em um outro alguém a responsabilidade de completar as nossas lacunas. Sem pressa, sem neuras, sem expectativas. O quebra-cabeças do jogo e da vida é completado por suas próprias peças e não pela dos outros. Aprenda!

(Marílya Caroline)

 
 
Coisa boa é a gente saber que o coração está limpo e a mente está em paz. Gosto de verdade e, diante disso, poucas pessoas conseguem ou sabem ficar ao meu redor. Tenho vivenciado uma fase boa. Talvez seja aquela época de outono afetivo e social, em que as folhas secas, gentilmente, doam seu espaço para a vitalidade do que é novo. Tenho me permitido viver tudo isso sem a pressa do "agora" e do "tem... que ser do meu jeito". Andei negociando com o tempo e com a estrada, sabe?! O que eu tiver de encontrar, não vai tardar. No mais, estou esperando. Esperando como quem sabe que o que é meu chega. Viver nunca foi tão prazeroso. Aprendi, entre tantas outras coisas, que se não me cabe mudar o Mundo, ainda posso direcionar o meu olhar ao que me convém. Ultimamente, só tenho enxergado coisas boas.
 
(M.C.)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ser, amadurecer e florescer


Peguei o bonde da vida andando. E o tempo foi me exigindo que eu fosse boa filha, boa aluna, boa amiga, boa conselheira, boa moça e , agora, boa quase-psicóloga. Na verdade, me bastava ser livre. Livre e feliz. Tenho tido menos pressa de tudo. É notável o amadurecimento que vivi nesses últimos meses. Envelheci anos e é o meu coração que diz isso. A paz pousou sob o meu ombro. Felicidade deixou de ser um mero e vago "estar com alguém" pela descoberta incrível que é "ser alguém". Ser um alguém completo, mesmo sabendo que sempre faltará algo. Estou mais mulher e mais minha, sem pressa e obrigação de ser algo para alguém. A fase é de calmaria. É tempo de enxergar o crescimento e contemplar o doce balanço do tempo, curtindo a primavera que veio florir tudo que há em mim. Não há roupa, maquiagem ou jóia que enfeite melhor o corpo e a alma que a felicidade. Felicidade que é só minha. Minha e de mais ninguém...

(Marílya Caroline)

terça-feira, 15 de novembro de 2011



Essa mulher que vos escreve não foi sempre assim. Eu sou a mesma pessoa que achou que o momento era de me trancar no quarto e chorar as minhas perdas. Perdas de quem se foi e nunca voltou e as perdas que ainda estão por chegar. Estava errada! Acho que o pensamento que tenho hoje foi o mesmo que me fez levantar todas as vezes. Não era hora de me deixar abater por qualquer brisa que partisse de um horizonte desconhecido. O momento pedia que eu mostrasse a quê vim e eu o fiz, uma vez mais. A gente passa a entender que levantar é preciso. Se as forças de dentro não são sufiscientes, a gente tem que inventar algo que nos erga, de alguma forma. Há sempre alguém que espera por nossa reação. Se você não tiver forças para levantar por si próprio, faça isso por quem acredita em você. Tenha mente uma coisa: QUEM QUER, CONSEGUE. Seja o que for...

(Marílya Caroline) 

domingo, 13 de novembro de 2011


Eu queria ter tido mais tempo para admirar as tuas mãos. Talvez, por achá-las tão bonitas, eu tenha soltado as mãos do Mundo para segurar as tuas. Admiro teus olhos e a profundidade que eles me mostram. Nunca tive medo de nada profundo. Você teve medo de mim e dessa minha mania de abraçar as tuas causas e querer fazer delas as minhas. Não tenha medo, meu amor. Se é preciso que eu espere todo o tempo do teu preparo, me coloco à disposição do tempo e do amadurecer das tuas vontades. São doces as recompensas que nos esperam e, ainda que não sejamos mais crianças, ainda saberemos degustá-las como quem não tem medo da vida, não tem medo do Mundo. Eu poderia enfrentar qualquer furacão devastador se você simplesmente falasse: "Estou contigo, me dá a tua mão...". E eu daria, você sabe.

(Marílya Caroline)

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não v...ou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."
(Caio F Abreu)

sábado, 12 de novembro de 2011

Labirintos de nós dois



E faz tempo que a persistência resolveu se hospedar aqui. Tenho dedicado muito tempo da minha vida para insistir em remendar o que restou de um "nós" que só existiu para mim. Mania infantil essa minha de enxergar o verde onde só há vermelho. Vermelho é fogo. Fogo queima e das nossas lembranças, não sobraram nem as cinzas. É hora de recomeçar e, desta vez, com a vontade de aceitar tudo aquilo que o novo tempo tem para me oferecer. Abraçar novos sonhos e novas metas de alguém disposto a sonhar comigo e de olhos fechados. Tenho pavor de gente que tem medo de se entregar e acaba sendo escravo do medo. Quem tem medo de pertencer, ainda não descobriu quem é. Quem é não se perde e não teme ser encontrado. Se eu te encontrei e você se perdeu, não serei eu quem vai refazer todo o percurso do labirinto para te resgatar. Se você soltou a minha mão, foi por achar que sozinho iria mais longe. Você se perdeu e minhas mãos encontraram outras. Não estou mais só. Eu me encontrei, mesmo te perdendo. Não sou do tipo de mulher que costuma olhar para trás.

(Marílya Caroline)